Verso

Verso

sinto saudade de você

do meu sentido inacabado sem palavras

nem meias lavras laboradas

nesse campo de labutador.

tem dias em que sou abandonada

por pouco por um sentido que não expressa

a imensidão do que queremos

Te apraz esse dizer ?

Meu complemento é você

seja eu em Hai-Kai

seja eu numa mistura serena de nuvem carregada

de desabafo.

Sou eu essa tradução do teu olho castanho escuro

Sou eu essa mudança de fisionomia

se defrontando no espelho a fazer a barba

que nesses anos veio engrossando.

É, nunca te abandonei e você me fez féu e cantada

me fez véu sendo descoberto de prazer e fúria sútil

Serei eu sereia e ela senha deste motim ?

Beiro eu o teu precipício escuro

desde as noite de jardins, as amarguras das madrugadas insones

sou eu teu meio teu princípio teu conhecimento

teu vislumbre de realidade

sou eu tua lubrificação d´olho para realidade

sou eu essa necessidade de fim e preciso

sou eu tua parva

e sois vós meu mestre confuso

num misto de confúcio e animal prenhe e indócil.

Não sabes onde chegas mas sou teu meio

te sou cara face e feito

te sou graça afago e peito.

Preciso de você para ser.

Tiago Felipe Viegas Carneiro 30/08/2011 22:41

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