poemas de celular

A falta de amor
é uma placa de contramão
no metrô consolação
14/09/2011

Indócil
Dotado de uma estranha agonia
escutava só a poesia
que me atormentava e me fugia
então peguei-a pela cintura
alforria
dançávamos sem sintonia
aparentemente
erámos um. dois. e de repente
Surgia entre os nós da gente um vento
Que faz e se diluía quando se tem o pressentimento
De que vai dar certo e o resto é só o movimento
Do corpo alegre e do baile do balé
Viver com esta agonia é
Uma quase rasteira de quem ri
Se vive, mas se tem medo do tempo
Que vem das têmporas e não nos poupa
Desse tempo se tem ranço e ranhuras recobertas por musgos
Que se infiltram como se fôssemos pedras
E somos absorvidos pela vida

Aos poucos..
Pois se não existe amor em SP existe num papel de pão num PS de recado da manhã qualquer

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