E se a minha insegurança for o caminho da mudança que nego?
E se o caminho que quero for o de não estar seguro e preso a amarras?
E se o amor que eu carrego for tão maior assim que eu?
que eu te dê tudo isso e estejamos tão distantes dele que
não compreendamos e o deixemos perder por questões
medíocres?
E se o amor que tú me destes fora cristal que derreteu em meio ao fogo infindo
e te e me queimou?
E se esse caminho todo for só o que sobra da racionalização de uma dor
de não conseguir um fundo de uma fuga que só em fantasia me lembre
que sou só uma lebre leve que foge e funde a velocidade delicada
que é o amor e que se planta feito um enxerto na árvore fecunda da vida?
Eu sei que me enchi de amor
e depois me enchi do amor
pra me encher de dor
pra me curar pelo amor de novo
isso não é das coisas que não podem mais ser palavra.
Tiago Felipe Viegas Carneiro  10/08/2013 – 25/10/2013
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