me arrebate agora

obrigado a moça da mão

obrigado a moça da mão

 

me arrebate agora

ou cale-se para sempre

 

me cale pra sempre pois o o tato da tua boca me incendeia

me tome agora como teu, pois o tempo não espera

 

não se separe de mim agora, pois o corte seria de uma irresponsabilidade profunda

deixa minha raiz penetrar fundo na tua fecunda terra

 

me deixe inteiro meu sabor se faz assim de frentes e versos

vislumbro sentidos e sentimentos

 

deixa chegar o momento em que não esperaremos o romper do dia

alegando que todos os compromissos são inóspitos a nossa razão de ser

 

deixa ali naquele quente e abafado travesseiro o último murmúrio sabendo

que depois daquele dia eu me vou embora pra voltar cansado e saudoso

 

não se apoquente mesmo com os corpos tensos e as almas agitadas

daremos um jeito de nos acalentarmos

e quando não for o suficiente, deixa que o tempo arremata e indica a direção que se deve seguir.

 

 

calibra bem a tua mira com a minha

que tudo vai acontecer

 

pois só quem é de paz pode em nós entrar.

 

 

Tiago Felipe Viegas Carneiro 05/05/2014

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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