corpo estorvo

 

o corpo exposto

está desconexo

 

o corvo grita never more

never more

gorjeia como o bem-não-te-vi que lhe satisfaz

 

mas a criatura presa entre as paredes da vida

ainda se faz viva pelos olhos do animal

 

 

o corpo torto quer buscar uma linha

que lhe deixe etéreo e infante

uma parte vagante lhe diz nunca mais

teus pés estão mais no chão que nunca

teus pés estão num chão que é agora

 

tudo então encanta, o pássaro, o pêndulo, a aurora

tudo levita, o canto, a pena do ganso, a guia, a abóboda

 

nem é faz de conta que existe

acontece por persistir

é lindo dentro e o que aflora.

 

Tiago Felipe Viegas Carneiro 22/05/2014

 

 

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