caixeiro e viajante

mambembe

 

 

 

 

 

 

mambembe
cigano
mambembe
mulambo
por meio do povo da terra
uivando
um cigarro
cubano
um médico
volto aos dezessete
aos meus anos de pedra quebrada
e o limo que me cresce
perguntando
me bebe, mesmo mulambo?
me acresce mesmo manco?

Digamos que a razão não mais me aprofunde
digamos que a paixão só me confunda
vem o fixo que aprendi desde criança
a crença no amor.

me bebe, maluco, me acuda
me soluça mesmo sem solução

o mundo me volta feliz e sincero
sem cena, forte, presente

volto a pedra mambembe
me bebe? me aprofunda? me gusta?
ou me volve tal qual o vento em la ventana
por entre frestas abertas?

 

as ruas o veios da cidades
que se interligam mesmo que por remotas regiões
tuas estadas nas estradas
teu mundo muda controverso
mesmo que contra o verso estou aqui.
outros iguais a mim estarão.
somos feitos do outro
o ouro é outro que se cria do melhor de si.

por isso mambembe
por isso muitas vezes e versões, mulambo.
Tiago Felipe Viegas Carneiro 13/07/2014

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