vereda

palma da mão tiago

 

a mão seca

mas os caminhos e alternativas do destino

te irrigam

na mão seca e desinchada vai se vendo  a trilha

 

a cigana leu a minha palma

deu do palmito ao fruto

tirou da vida a sensação do furto

deu a graça, mãe de todos os desacasos, o fortúito

 

o linho amarelado do maracujá

o pé descalço na areia

a aliança nos dedos ungidos de sucos dos amores

a videira embebida em amor

 

a vida fez que fez que tirou calos do coração e da mão

fincou novos caminhos

desanuviou outros que me permiti

 

a mão seca deu mais valor a água que me criou

me fez entender a lida que me calejou

compreender a terra dura que o sol assou

e que fez nascer por razão de querer viver

uma única árvore para descansar um coração caminhante

 

vereda

 

 

Tiago Felipe Viegas Carneiro 10/12/2014

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