Uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher

Em parceria com o amigo e fotógrafo Henrique Yasuda

 

 

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Pés descalços não cansam

Vão pelo bloco de rua

Vão pelo desejo de igualdade

Vão pelo destino de ser

Vão caminhando

 

Se desvencilhando das amarras

Desmembrando ardilosas conexões de erros e acertos de ser

Pés descalços permitem mais

Se permitem o chão e caminhar até o ponto mais alto da terra

Se permitem, após exaustos, mais um samba

Se permitem, após mais uma noite, mais uma chance

Se permitem, após mais uma, tropeçar e levantar

Pés descalços dão a noção de poder

Poder tocar, poder sentir, poder reclamar, poder reconciliar o ser com o início e seu fim

Pés descalços permitem enfiar o pé no peito de quem lhe oprime

E seguir se erguendo

 

Pé descalço é mais gostoso enfiar na lama

Pé descalço sente melhor a limpeza alma pela lama escorrendo da água da chuva

Pé descalço se embaralha, destrambelha, passeia pelos desníveis sentido melhor onde a sensação de estar se quer melhor

Pé descalço,  ah o pé descalço, ele é livre por qualquer natureza.

 

Tiago Felipe Viegas Carneiro 08/03/2015

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