Virada pro Sol

 

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Vira o sol no meu rosto

Tudo queima

Algo vira cinza

É o que me apoquenta

Ele, eu antigo, queima

o que me lanhava por ser madeira se embrasa

se acaba em cores esquisitas, enfim…

 

Calor intenso interno

algo submerso espoleta

Viração de lua na maré de canceriano nato

Meus movimentos de água

reluzem, buscam compreender meus movimentos

 

Inconsciência escolhida de caranguejo, ato

nuvens de pensamentos breaco

Brea dos meus cheiros intrínseco a minha volta

preciso fora marcar um lugar de ficar

Brea das minhas maneiras e monções sazonais nos lugares

nas pessoas

pra fincar

tendo a cambiar, por isso as viagens

por isso as passagens vívidas de aeroportos

por isso o ir e vir entre tantos estados

 

Alargando as sensações

sem verborragias sentimentais excedentes

tudo é parece só o necessário

mas à expectativa é muita ainda

 

embarcando emoções

são poucas ainda para a barca de entendimento

então depois de tudo no meu próprio propício mar

contínuo, continuo a navegar

sou meu próprio pirata

buscando e escondendo minhas riquezas

encontrando e deixando belezas

 

Viro o meu rosto

anzol

pro meu sol me pegar

sozinho

e se de lá vejo ávido

o veio do caminho aberto nas águas

de tantas noite e manhas.

 

Tiago Felipe Viegas Carneiro 16/06/2015

 

 

 

 

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