era a tua voz no fim da noite

[ sem imagem]

jurava que não era isso pra mim mesmo

dia a pós noite
noite foz do dia

derramado nas manhãs poucas e precisas

seiva vem e vai e finco raízes
no paraíso que deixo habitar

deixa em mim matizes que eu quero
cores sonoras que escandalizam
pelos, peles, pleno desejo de ser e nada mais
serena

caras, forças, forcas e cicatrizes
tudo deixado pra trás

sagas, sopros e perceptíveis
ventanias de andanças
orelha entupida de hablações do coração
sozinho
tua areia
teu cabelo entre minhas mãos

mamão maduro pronto pra se saborear
e tudo se incia
você é a presença maciça que eu escolho

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