crônica de absenteísmo de si

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absenteísmo

(sendo autocrítico)

Grito pelo que é meu, direito

Choro junto ao outro, compaixão

Nunca me sinto fora, estou ali, sociedade, social

e permaneço fora.

forma e performa.

Coro pelo outro que afronta o bem viver

mas não abro mão do meu ganho que é só meu

 

Cultivo gostos e gags estrondosas mas sair da zona gasosa do limítrofe da minha mente

o meu mal estar não pretende

 

Nunca se viveu tanta hipocrisia de quem sempre sobrevive da bocarra que salta pelo próprio umbigo.

pois como se dizia à larga escala em seus meus de comunicação:

 

levaram meus amigos

outro dia converteram meus pais

e logo mais fui eu preso e perdido num mar de futilidade em que nem mais sensações eu pude ter

veio a então na minha mente “só siga o caminho correto”

 

enfiei meus petardos inocentes

meus pensamentos dementes

tento me dar menos nós de conceito para disfarçar minha fácil distopia.

 

na cabeça mesmo, julgada por si,  “pensante”, o ato de sentir e realizar está ausente

a carne

essa sua putrefata

se mente.

 

Tiago Felipe Viegas Carneiro 28/09/2015 a 10/12/2015

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