AR SECO

O ar hoje é mais seco

Teu sorriso aflora

 

Os ódios endurecem os corações

teu sorriso aflora

 

As garantias de um mundo novo começam a esmaecer

teu sorriso aflora

 

Inconsequentes pregam a intolerância e o desassossego

teu sorriso aflora

 

Amor e compaixão perdem o devido emprego

teu sorriso aflora

 

O comezinho e o pequeno poder ganham enormidades até então inexistentes

Teu sorriso aflora

 

Inverdades, ilações, mentiras e falsos sermões

São descortinados sem nenhum notar

Teu sorriso aflora

 

Agitação constante, depressão em níveis abundantes acontecem a todo instante

Teu sorriso aflora

 

Caminha desalinhada para um sentido obscuro, opaco, de ruína, de ruído entrevados,

nas hostes de gentes mal amadas

gente  de mal raça canina, de raiva humana na boca, de gente armada, o desalento que se abate sobre nós agora

Chego a perder as esperanças

Perco tempos e temperança

 

Chego a querer o embate para matar ou morrer no corpo a corpo, na luta, pelo rubro das veias que hoje só provem da covardia ou da bala

sem poesia, sem ideologia, acreditando acabar com a obscura

Chego a querer estourar o que aquele idiota julga amar

 

Mas teu sorriso me aflora

 

Experiências de doutas eras outras me dizem

Se pacificar até que chegue a hora

Pois sei a cor do teu sorriso

Sei a hora que ele aflora

Desejo o tempo em que tudo vai se reabrir

como fica o meu ao te reencontrar.

 

 

Tiago Felipe Viegas Carneiro 07/05/2016

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