Onze dias

 

 

É tempo de pensar

De acontecer

De tecer saudades enormes

Ao viver num tempo em que dois espaços se tornarão ausentes

É tempo sem

É tempo de passar e sentir

Que o obstáculo duro da vida

Sempre foi pequeno porque no fim sempre teve quem estivesse ali

É tempo longo

Bem desajeitado pois ao fim me vejo meio desencontrado

 

A falta do que há no espaço faz cair em vãos várias caixas

É tempo de tocar o violão pra animar a voz que deverá soar rememorosa e sentida

É tempo amor, é bastante tempo

De concentrar em objetivos

De espairecer sentimentos imprecisos

De refletir e deixar o silêncio de fora a dentro dominar.

É tempo bom em que a umidade do amor invade as narinas e deixa os brônquios livres para respirar.

 

Já ouço os sinos das rotinas que não acontecerão

Dos abraços a três encantados faltosos

Da ansiedade desfeita ao portão se abrir  e nenhuma saudade passar.

Se fecha o portão agora e eu aguardo.

Se abre o tempo ou fecha, aguardo.

 

Tiago Felipe Viegas Carneiro 05/07/2017

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