TEMPO IX

 

 

“A vida leva e traz

a vida faz e refaz

será que quer achar sua expressão mais simples?”

(José Miguel Wisnicki)

 

 

Vai pelos veios das vias das dúvidas desavergonhadas

Ganha por inesperadas guinadas

Sabe por suores dos ingênuos medo e raiva o caminho que leva ao nada

 

Desconstrói, desembucha, dá na lata a falha da tua ideia louca

Rói, que rato sem tato, a seda mais cara, porém mal guardada

 

Cai nos contos das contas mais contadas dos vidros que dos cristais te enganaram

Via às vistas de hilários salteadores a moral gritada na rua

 

Se Chronos-herói fosse realmente um deus estaria agora muito ofendido

Pois eu não o deixo passar

Pois ele não me passa

Ele não me deixa passar

Só quando estou com a minha flecha de luz brincalhona

Ah com ela sou invencível mesmo sem ou com armadura, arma, alma, lama, máculas

Com aquele amor eu sou dono de Chronos-desamado

Até eu morrer, com aquele amor, serei eu, o Dono de Chronos-invejoso

Serei eu o pai da eternidade que nunca passará

Que guardará todas as memórias de todos os tolos que não acreditam nele

Que não acreditam que ele te passa e te transforma

Que ele te afronta e molda

Que há uma vontade de Chronos-brincalhão criar em ti humores, suores, líquidos, plasmas e prantos

Risos, cisos, cistos, santos,

Lágrimas, lástimas, alergias, algorítimos, matemáticas soluções para o mais provável e psicológico que é deixar Chronos-ilusório te controlar os passos pra no fim perceber que não há verdade e que quando há é alegria.

 

Eu Chronos-lançado, que determino o tempo do amor, do ódio, do clamor, da alegria, da dádiva da vida

Eu Chronos-criança, que crio o tempo de amar, de dar, de doar, de ser amado e brincar de ser EU teu deus.

 

Eu determino.

 

Eu controlo Chronos-adolescente até a minha morte

Eu o controlo de maneira alexandrina, quase democraticamente

Me faço de sonso para que ele veja meus cabelos embranquecerem, veja as rusgas das expressões ficarem mais claras

Deixo ele perceber que Aldir falou que os seus donos vão embora e ele fica à espera de alguém que o entenda novamente, daí a aflição de Chronos-jovem, não a minha.

Eu, nem eu mesmo posso vir a me entender, mas se ninguém o entender ele passa como mais um elemento natural do universo.

Desleixo e a partir desse ato ele desmanda o meu caminho.

Deixo você Chronos-ser entender que a palavra por mim dita é LEI, entendeu? É lei.

Por isso Chronos-saber, por te entender, que sou eu seu mestre e amo.

Por isso Chronos-infindo me obedeça e não me tire esse tempo, esse tempo, não.

Deixe ela ser eterna enquanto eu viver.

 

Tiago Felipe Viegas Carneiro 16/11/2016

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