Nosso tempo

Ela me acaricia a cabeça e até achar o ponto onde lhe convém para com as unhas me futucar.

Eu lhe massageio e por vezes aplico meus dedos bem forte nas carnes e tendões do pé.

Não há incomodo nisso, nem receios, isso faz parte de se ater ao outro desfrutando por vezes das pequenas descobertas da intimidade.

Ela tem a sábia paciência de muitas vezes aguentar meus devaneios desenfreados dedilhando calmamente o livro confuso e sem centro da minha mente, ela sabe me receber para me entender.

Como um gato espero que ela se sente e me aposso dela, dos seus pés, dos seus dedos fazendo que eles me dominem e eu os deixem sem nervuras, sem nós para que a levem a qualquer lugar sem dores.

A esperteza dela está em aproveitar todo o tempo e imputar à ele uma boca dinâmica e maneira de se portar frente aos desafios que lhe impõe. Minhas horas de letargia e procastinação são demasiadas porém necessárias, eu só reflito bem parado, pastando, ruminando. Concluímos assim como lidar com o tempo: -Tempo é momento de estarmos juntos mesmo sendo e fazendo coisas diferentes.

Tiago Felipe Viegas Carneiro 02/12/2016
 

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