Vou voltar

 

 

 

 

Vou voltar

Vou deitar à sombra de tua mangueira

Pra te ver deitada sob a sombra da tua vida pacificada

Sem os gostos amargos da poeira salobra da estrada de terra machada

 

Vou voltar

Vou deitar em teu colo gentil para que receba minhas boas lembranças de antes e de agora

Vou deitar

Deixar o meu corpo, que durante anos foi insone, virar semente de uma nova história vigorosa

 

Caminho novamente nesta estrada de terra e ela tem o gosto da poeira que só quem se faz liberto sente

Caminho transcendente

É um lugar onde a dor não tem mais razão.

 

 

Tiago Felipe Viegas Carneiro 08/06/2017

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