sonho de maio

 

 

Eu acordava louco como só em meio a esplanada

era sonho e como sonho só era eu louco à explanar

 

Eu concordava com uns loucos que vimos não éramos sós

e muito loucos nos juntávamos em meio ao gramado

em junto ao lago ou fundo às fontes nos entregávamos

 

eu vivia louco e como louco me encarceirava

nas amálgamas da infância de quem não compreende e tudo aceitava

eu vivi quase então à margem da boa vida que procurava

era idôneo e ao sul nada me encantava

 

palavra doce, palavra mole, palavra de parvo me supunha

quem era eu naquele concreto que só supunha e em nada acreditava ?

 

nasceu a letra, a palavra, a clave, o cheiro do cigarro na rua mais clara

caminhei defronte ao inferno que a luz vermelha despretensiosamente despertava

cara a cara a crueldade me foi afeita da guilhotina à senzala

corpo à corpo fui refeito na alegria do álcool e fumaça

 

eu nem era homem feito de vida dura e cachaça

não descobri a vida assim graças aos pais e aos comparsa

 

vida boa nasce no peito das inglórias noites de boaça

só boçal acredita que sua vida é tão boa quanto ao do pedinte que lhe passa

o chapéu o requinte é de quem vira a casaca

 

 

agora só tem fim pro flagelo e a falácia.

 

Verso de verdade termina assim

 

Ou a vida morrendo pelo de direito todos existe ou a mentira que todos os de bem viverão.

 

 

 

Tiago Felipe Viegas Carneiro 01/05/2018

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