Compartilho a minha solidão contigo II – Minha Sabiá

 

 

 

Preâmbulo de Continuação

 

absorto recebo um abraço, um beijo e um carinho

fugimos os dois da gaiola que eu nos impunha

conflagramos então uma revolução, meu pássaro liberto e eu.

 

SABIÁ – O poema

 

Meu sabiá bate suas asas, voa para todos os mundos, revela suas alegrias

Meu sabiá canta chorosa e vaza suas saudades

Meu sabiá pede vida, pede a liberdade pelas penas vibrantes no sol de cada dia

Pede criar de pra si para o mundo para que eu veja

que cada um guarda em si uma qualidade

Não entende ela ainda o que é feio e o que é uma beleza

Cabe a mim ensinar onde realmente reside o elo entre o estético e a natureza

e até onde vai a compreensão que vem do ninho e a que lhe causará por si só estranheza

 

Meu sabiá só sabe ainda das minhas maldades, ainda não sabe as do mundo

Meu sabiá sabe apenas da voz da minha autoridade, não sabe das obtusidades afora

Meu sabiá sabe que suas penas se quedarão no chão pelo caminho

e que as novas farão o mesmo, sabe que enquanto flutua não há peso

Ela passará por tudo pois, se até eles passaram ela ainda mais por ser passarinho.

 

ela é o meu sabiá e sabe-se lá quando deixará o ninho.

 

 

 

Tiago Felipe Viegas Carneiro

 

21/05/2018

 

Para Maria Luiza Corá Carneiro

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