Remontar retomar

Vinte e um anos

Muitas dores e alegrias sem um único bom som

Apenas um zunido dos poucos que ainda faziam algum bom mel

O desgaste do irracional travestido de moral se arrasa por si só.

Sonho pronto, realidade não sanada

Mas dali pra frente podia ser diferente

Mas foram anos de uma solidão escrava de um único pensamento

Mas sementes deram flores e resistem ao tempo debaixo da terra fertilizada pelos corpos sepultados nas salas verminosas e preenchidas da falta de alguém

Águas de ouro profundo refundaram o chão e brotaram da terra sem parcimônia

Terra que virou lama e início de equidade para todas as formas de viver

Mas vem o fogo, a bala, a mala, e a descrença nos mitos naturais nos fez perder a consciência de si e das realidades que advém do outro

Mas há de vir o vento e desviar a bala, há de vir a água em ondas para apagar o incêndio, há de vir a senha correta e para abrir se esvaziarem todas as malas e nelas só caberão livros, vinhos e roupas para trazermos pra dentro novamente a crença da sabedoria do todo e de si.

Tiago Felipe Viegas Carneiro 29/11/2018

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