REFLEXÃO 2018

 

O fim de ano é bobo. Festa. Felicidade. Reciprocidade com quem nem se conhece. Ciclo de energias fechando. Se não quiser rompa com isso e fim. é fácil, é decretar o fim não precisa saber entendê-lo emocionalmente ou racionalmente, é só contar o tempo de forma contínua, os físicos já fazem isso pra você afinal o universo tem mais de bilhões de anos.

Na verdade o tempo é algo que não deveria ser somente contado por orientações físicas, e isso é o que nos torna infelizes e nos cria a noção de incapacidade.

Então um “sábio” criou a orientação de dia e noite e de fim desentendo as criações de dentro de si e convenceu os outros que habitavam um si.

Começaram a entender a existência como um tempo definido de interações do ser com um mundo externo esquecendo que o externo e o interno é um só. Deram o nome de ciclo da vida o que te liberta e partes das inconsequências dos seus atos. Você cria, liberta, mas está incompleto.

O que deveria ser um círculo perfeito num caminho de entreveros não fecha, a vida então se volta a compreender não é uma estrada expressa de 4 faixas, isso é pra carros e os potentes motores de uma engrenagem que há de sempre lhe trocar por algo mais moderno e sem entendimento correto de sua função. Seus desejos não são movidos por uma função medíocre de algorítimos distanciados de você que não se compreende por si.

A vida não fecha nesse sentido e sim noutro entendimento terreno, aquele que leva à raízes que saem da lama, do chão e alçam ares para crer na vivência dos pares, despercebendo espaço e tempo. Ela não precisa fechar.

Deixa de lado a gente histérica, bufa que surta e pensa, medita.

Constrói teu novo habitat.

Porquê o fim, afinal, é só o término de uma viagem curta de metrô e você sabe que a vida sempre vai ter a volta, mas não sabe quando, ou se o fim é aquela lenga-lenga de teoria oriental que o fim já é o início de uma nova jornada e daí o fim é sempre a ponta inicial do círculo mas que termina em si é o seu recomeço.

Mas a gente precisa do fim, ainda. Por vezes é duro, de significado oculto, pardo (o não assumido), concreto de mais contra nossas vontades, inócuo. Contudo o fim estará ali agora profundo, reflexivo, chuvoso.

Sempre é que se deveria se chamar a vida para podemos relembrar e reaprender com o que já existiu na gente sempre de outra maneira.

 

 

Tiago Felipe Viegas Carneiro  21-12-2018

 

Para  Dido, Mel, Malu, Saulo, Victor, Juliana, Ana Carla, Ana Maria, Carlos Henrique

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