41 – Reflexões sobre o tempo

Passa de uma maneira estranha o tempo

Ele está dentro de mim e uma vozearia incandescente mantém-me de pé

É ele passando, passado ou futuro? Ou só eu dentro dele?

Não descreve o agora, agora acontece dentro e fora e muito mais fora de mim dado sua diversidade de acontecer

Arrebata e não acaba.

Sedimenta e não volta à mesma hora nunca, talvez em uma memória ou outro tipo de reconstrução que a consciência queria se impreguinar ou precise de outra versão para se ver mais leve.

Os anos passam e não se bastam só por terem passado

Os anos podem vir e outros poderão não ser presentes aos nossos convívios.

As idades nos aumentam mas nos escasseiam outros momentos.

A mente ainda mais gentil nos concede experiência, mas somente em alguns casos,

se não nos convém nos dá o acaso

e vamos vivendo dentro da lucidez permitida pelo contexto.

As vidas nos passam e permeiam

Intraverso, intravenoso, saboroso, gasto com gosto essa sobre-vivência

Esse é o meu tempo e não haveria outro para existir mesmo dentro das mil possibilidades de ser sempre entre tantas questões.

Que outro existir haveria de tempo que não será só meu?

Tiago Felipe Viegas Carneiro

28/06/1978

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